sexta-feira, 26 de abril de 2019

(Grafite no Bairro da Quinta do Mocho,
em Sacavém, Loures.
Foto: celine)

 

Ontem, em Portugal, celebrou-se a revolução dos cravos (reaccionariamente vermelhos!), para lembrar a conquista da liberdade.
E vem-se apregoando, ao longo das últimas quatro décadas que, agora sim, vivemos em LIBERDADE.
Desenganem-se! 

Não basta conquistar simplesmente a liberdade.
Não basta, a cada 25 de abril, hastear a bandeira da liberdade.
Não basta, a cada discurso pretensamente democrático, estribilhar "Liberdade!"
É preciso trabalhar a liberdade, com perseverança, para a conservar e promover.
Ser livre, na sua acepção fundamental, revela-se, ainda hoje, um agreste campo de batalha, em que alguns morrem e muitos são mutilados, por falta de liberdade.
Hoje, 45 anos depois da revolução de abril, é preciso lutar, ainda, pela...

liberdade no amor (preconceito sexual e violência no namoro),
liberdade social (discriminação negativa racial, económica e cultural),
liberdade no trabalho (assédio sexual e assédio moral),
liberdade conjugal (violência doméstica),
liberdade de escolhas ("jogos políticos e económicos de influências"),


 e tantas outras liberdades, que eu ainda não conheço!

Muito para além de tranquilos passeios ao longo das avenidas oficiantes da REVOLUÇÃO DA LIBERDADE, faltará estugar o passo e empreender uma caminhada esforçada pelo terreiro seixoso da EVOLUÇÃO PARA A LIBERDADE.





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